O leitor

Tanta coisa já aconteceu desde que li o livro, já li muitos outros, já fiquei doente e já estou melhorando, já cuidei de coisas para o natal e tenho outras tantas para cuidar. Fiquei esperando terminar o livro ver o filme e depois vir comentar, mas isso não aconteceu.

Então seguem então os trechos que grifei e minhas impressões sobre eles.

Livro “Der Vorleser” (O Leitor) de Bernhard Schlink

Por que pensar naquela época me deixa tão triste? Será a saudade de uma felicidade passada? E eu fui feliz nas semanas seguintes [….]. Ou foi pelo que se soube depois, o que estaba lá o tempo todo mas que só veio à luz depois?
Por quê? Será porque aquilo que foi belo se torna  frágil para nós em restrospectiva, por esonder verdades sombrias? Por que a lembrança de anos felizes de casamento se estraga quando se revela que o outro tinha um amente turante todos aqueles anos? Será porque não se pode ser feliz em tal situação? Mas a pessoa era feliz! Às vezes a lembrança não é fiel à felicidade quando o fim foi doloroso. Será porque a felicidade só vale quando permanece para sermpre? pg45

— Existe alguma felicidade que permanece para sempre? podemos esconder e nos esconder dos momentos e lembranças onde a felicidade deu lugar a raiva, a decepção e a tristeza?

Eu me sentia, quando era jovem, ou muito seguro ou muito inseguro. Ou me parecia completametne incapaz, insignificante e sem valor, ou acahndva que eu dava certo sempre em tudo, e tudo também tinha de dar certo para mim. Sentia-me seguro para dominar as maiores dificuldades. Mas o menos fracasso era suficiente para me convencer da minha falta de valor. p74 e 75.

— Como é dificil oscilar assim, não saber o que pode vir depois como estaremos no momento seguinte, perceber que um gesto, uma palavra uma ação coriqueira e sem pretenção de alguém pode arrasar com a nossa segurança e mesmo assim não conseguir lutar com o sentimento avasalador de derrota que ela nos traz.

Quantas vezes me fiz essas mesmas perguntas naquela época, e desde então. Se o motivo de Hanna era o medo de ser dersmascarada… como, então, em lugar do desmascaramento inofensivo […], o terrível […]? p148
Lutava sempre e sempre tinha lutado, não para mostrar do que era capaz, mas sim para esconder o que não sabia fazer. Uma vida cujos avanços consistiam em retiradas enérgicas e cujas vitórias consistiam em derrotas secretas. p149

— Como é guardar um terrível segredo? Seria mesmo tão terrível mostrar essa verdade e lutar para modifica-la? O alivio de saber que o julgo já veio e que só resta agora seguir a diante não seria melhor do que os anos de medo e covardia diante da verdade?

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