Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas

Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas
Raphael Draccon – 420 páginas – Planeta do Brasil

Um narrador que conversa com você e levanta questões a todo momento vai apresentando um mundo onde os deuses e seus semideuses criam os seres para que assim possam viver. E claro que num mundo cheio de magia o bem e o mal estão em constante luta assim somos apresentados aos contextos aos primórdios dos eventos que lançam desequilíbrio: “Foi época em que caíram fadas. Em que nasceram bruxas. Em que destronaram Reis. Dragões geraram-se do éter e príncipes se tornaram sapos. Uma época em que semideuses andaram na terra dos homens e abençoaram pessoalmente os heróis de muitos contos.

E então as bruxas desafiaram as fadas. E os homens desafiaram as bruxas. Foi assim que nasceram as caçadas. E foi assim que nasceram os caçadores.” p19 Somos levados a observar que a caçada gera caça e caçadores, e durante toda a  historia somos lembrados de que para existir um herói deve existir um vilão.

Tudo acontece no grande reino de Andreanne que se depois da grande caçada é governado pelo antes plebeu Rei Primo e este acredita ter seu reino em perfeita paz. Ao narrar pequenos momentos de distúrbio nessa passa somos apresentados a personagens conhecido e clássicos e vemos suas histórias em novos pontos de vista.

príncipes partem em jornadas e piratas atacam cidades. Muita ação, algum romance e principalmente muita conversa ocorre durante toda a história.

Com algumas máximas interessantes:

“só existe um beco sem saída para quem não sabe olhar para trás.” p. 77

“… , mas não preciso estar sentado em um trono para fazer diferença a um povo. Basta estar deste lado da história. O lado certo.” p.402

Esse mundo de éter rendeu três livros até o momento, o fim do primeiro não deixa aventuras abertas para o próximo o que em épocas de tantas serias é uma alegria. A curiosidade de ler os próximos vem da vontade de continuar a conversar com esse narrador que se apresenta no final: “Afinal, se converso com você é apenas porque é igual a mim.” p. 424. Sendo no prologo onde ele diz seus motivos para escrever, sua eterna curiosidade sobre esse mundo de onde saem os contos e do qual vemos apenas fragmentos. Tomamos uma nova compreensão sobre éter e seus deuses com a seguinte afirmação de nosso narrador /escritor: “E tudo porque eu sou um criador. Porque eu sou um semideus. / Exatamente como você.” p.422

Recomendo para todos que gostam de fantasia e contos de fada.

NOTA: ****

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